Grande Pré-Encontro Mineiro dos Estudantes de Pedagogia é realizado na Unimontes

No último dia 18 de novembro, a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia organizou um pré-Encontro Mineiro com mais de 70 participantes, incluindo estudantes e professores, na Universidade Estadual de Montes Claros. Após intensa mobilização com passagens em sala, colagens de cartazes, reuniões com a coordenação de curso e colegiado, foi possível organizar, junto à comunidade acadêmica, uma grandiosa atividade.

O evento foi realizado em quatro sessões: duas na parte da tarde e duas na parte da noite, de modo que pudesse caber a grande quantidade de estudantes nas salas de aula. A questão do espaço é um problema crônico da universidade, que há anos está com seu anfiteatro fechado para obras.

Após a organização do espaço, a atividade começou com um representante da ExNEPe apresentando a programação do Encontro. O tema “Abaixo os cortes de verbas e a privatização da universidade! Revogação imediata da BNC – FP e do Novo Ensino Médio: pelo direito de Ensinar, Estudar e Aprender!” foi apresentado pelo companheiro, denunciando os crimes do governo contra o ensino público e gratuito e a necessidade da organização dos estudantes para enfrentar esses ataques. Tratou também da EaD como porta para a privatização das universidades e do necessário apoio à luta pela água em Ouro Preto. Defendeu a tática da greve de ocupação como o caminho para lutar contra o fechamento das instituições públicas de ensino superior.

Prosseguiu apresentando o funcionamento dos encontros, que possuem alto nível de organização e são feitos de forma independente. Os estudantes se mostraram entusiasmados com a forma como a entidade luta por garantir a ida aos encontros, primeiro exigindo das universidades o direito de ir à encontros estudantis e acadêmicos e depois buscando o apoio de entidades classistas, como os sindicatos. Além do mais, foi relatado pelo companheiro da ExNEPe o uso de caderno de ouro, venda de paçocas, apoio de intelectuais, etc, como caminhos para conquistar a ida gratuita ao evento.

Ao final, ocorreram intervenções da ABRAPO (Associação Brasileira dos Advogados do Povo) e do Comitê de Apoio à Luta pela Terra, denunciando um atentado ocorrido na casa de um camponês, no final do mês de outubro, como uma tentativa fracassada do latifúndio de intimidar os camponeses em luta pela terra. As companheiras convocaram os estudantes a se mobilizar contra mais esse crime, fazendo ressoar à importante denúncia e se somando ao impulsionamento da luta pela terra em todo o país.

Com a atividade, dezenas de estudantes se mostraram interessados em participar do encontro e a lutar pelos seus direitos. A Unimontes, paralisada após a criminosa imposição da EaD, a covardia da burocracia universitária e o imobilismo do oportunismo, foi sacudida pelos alunos da pedagogia, que saem agora muito mais munidos para realizar seu importante encontro estadual e defender o ensino público, gratuito, democrático e a serviço do povo.

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