[PR] Viva o vitorioso 28º EPEPe na Universidade Estadual de Maringá!

Nos dias 25, 26 e 27 de novembro ocorreu na UEM o 28º Encontro Paranaense de Estudantes de Pedagogia, com o tema Abaixo os cortes de verbas e a privatização da universidade! Revogação imediata da BNC-FP e do Novo Ensino Médio: Pelo direito de ensinar, estudar e aprender! O encontro contou com a participação de estudantes de cinco cidades: Cianorte, Curitiba, Laranjeiras do Sul, Paranavaí e Maringá, que representaram suas universidades com muito ânimo e combatividade.

O encontro foi aberto com a apresentação e saudação das delegações e a leitura do regimento, que foi aprovado por todos os participantes. Em seguida, foram conformadas as comissões de limpeza, segurança, creche, alimentação e agitação para garantir o bom funcionamento e a participação ativa de todos os presentes.

A primeira mesa do encontro contou com a participação de Victor Bellizia, editor-chefe do jornal A Nova Democracia, que expôs sobre a situação política internacional e nacional, esmiuçando as contradições e crises que marcam a atualidade. Após sua exposição, várias perguntas e intervenções foram feitas, aprofundando assim a compreensão do conteúdo e relacionando-o com as questões ligadas à educação.

No fim da manhã, foi servido o almoço para todos os participantes e, para aqueles que não estavam inscritos, foram vendidas marmitas por R$8.

Abrindo as discussões no período da tarde, ocorreram as mesas sobre o “Novo Ensino Médio”, com a professora Eliana Koepsel (UEM), e sobre a Base Nacional Comum – Formação de Professores (BNC-FP), com a professora Gisele Masson (UEL). Em suas intervenções, as professoras expuseram todo o caráter reacionário e obscurantista de tais projetos, que visam não só retirar o acesso do povo brasileiro ao conhecimento historicamente produzido pela humanidade, mas também criar uma força de trabalho domesticada e alienada, adequada à exploração que a crise exige.

Com grande domínio do tema, as palestrantes aprofundaram a crítica de tais projetos ao expor sua fundamentação epistemológica, política e histórica, contribuindo grandemente para o entendimento de todos os ouvintes sobre os assuntos. Ao fim das exposições, foram realizadas as intervenções, onde diversos participantes fizeram também seus questionamentos e contribuições à discussão.

Reafirmando o caminho da independência e da combatividade, foi realizada uma vigorosa manifestação após as palestras, onde os quarenta participantes marcharam em fileiras desde o Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP) até a avenida Colombo, fechando e percorrendo duas vias da principal avenida da cidade com faixas e bandeiras enquanto entoavam palavras de ordem  em defesa da educação pública, gratuita, científica e a serviço do povo e denunciavam os ataques à educação realizados pelo governo ultrarreacionário de Bolsonaro e generais e pelos organismos internacionais, como o Banco Mundial.

Transbordando o otimismo e vigor característicos da juventude combativa e da ExNEPe, os presentes mostraram que para lutar o fundamental é decisão, e com algumas dezenas de participantes realizaram um ato marcado por vibrantes palavras de ordem e impulsionado pela vontade inabalável de barrar e reverter todos os cortes e ataques contra o sagrado direito do nosso povo à educação, angariando o apoio de moradores, pedestres e motoristas.

De volta ao CAP, foi servido o lanche e todos puderam descansar e se preparar para a última atividade do sábado: as apresentações culturais. Levantando alto a bandeira da cultura popular, as delegações fizeram diversas apresentações, com direito a teatro, música, poesia e dança.

A delegação de Curitiba, com o apoio de estudantes de outras delegações, abriu a noite com a apresentação inédita da peça A batalha do Politécnico, escrita durante a ocupação do Bigarella, que encena a heroica resistência empreendida por estudantes durante o regime militar fascista contra a tentativa de instituição de mensalidades nos cursos de nível superior por parte do reacionário ministro da Educação, Suplicy de Lacerda. De forma divertida e muito bem elaborada, a peça retratou a disputa política no seio do movimento estudantil, onde alguns estudantes se levantavam com ousadia e decisão contra os ataques à educação, enquanto outros tentavam conciliar com a privatização da universidade ou mesmo pregavam capitulação perante a reação; os embates travados entre estudantes e militares; a trajetória daquele momento, com embates a céu aberto e a histórica ocupação do prédio da Reitoria; e o vitorioso desfecho obtido através de muita decisão e combatividade, com o recuo por parte do governo na implementação de mensalidades. Em seguida, ocorreram várias apresentações de músicas populares e autorais, como O Povo, de Inti-Illimani, Paraná Vermelho, de Terravante, Trem das Onze e Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa, Marinheiro Só e várias outras, além de poemas autorais e dança urbana.

No domingo, as atividades começaram com a apresentação do documentário Resistimos, lutamos, com a greve triunfamos, que conta sobre a histórica greve da Universidade Federal de Rondônia, que não só conquistou a construção do Restaurante Universitário como derrubou o corrupto reitor Januário, mobilizando estudantes e professores de toda a universidade e angariando enorme apoio da comunidade externa, mesmo sob forte repressão da Polícia Federal e dos monopólios de comunicação. Em seguida, os participantes se dividiram em equipes para os grupos de discussão, onde puderam expor seu entendimento e opinião sobre as mesas, os temas discutidos, a luta em defesa da educação e tudo mais que tange o encontro.

Após o almoço, representantes dos projetos A Escola do Bairro e Comitê de Solidariedade Popular – Vila Torres expuseram sobre essas iniciativas e sua importância, tanto para a formação dos estudantes de pedagogia e demais cursos que os integram, quanto para servir ao povo e mostrar o real potencial e papel da universidade pública. Ambos projetos surgiram durante a pandemia e atuam junto das comunidades de diversas maneiras, fazendo desde apoio pedagógico, com atividades de alfabetização, reforço escolar e aulas de teatro, organizando festas populares, produzindo máscaras e sabão durante a pandemia, grupos de mulheres, até manifestações e reivindicações junto dos moradores.

Como última atividade do encontro, ocorreu a plenária final, onde os participantes externaram sua avaliação do encontro, apontando a alegria em ter participado do 28º EPEPe e de ter conhecido estudantes e uma entidade tão decididos a lutar pela educação pública, gratuita e a serviço do povo.

Materializando as discussões em ações a serem tomadas, foi apresentado o Plano de Lutas, o qual aponta a necessidade de todos os participantes levarem o mesmo com muita decisão e combatividade para suas regiões e impulsionar a luta contra os cortes de verbas, a BNC-FP, o “Novo Ensino Médio” e a militarização e privatização dos colégios estaduais. Com muito ânimo, a plenária aprovou o Plano por unanimidade. A Plenária final também aprovou moções de apoio ao movimento estudantil da UNIR, por estar enfrentando de forma combativa a imposição do novo Regime Disciplinar da Universidade, que visa cercear o direito dos estudantes à manifestação; à luta da população de Ouro Preto contra a privatização da água e ao professor Marcos Calazans, que vem sendo perseguido por lutar ao lado do povo; e também à Liga dos Camponeses Pobres.

Para impulsionar ainda mais a mobilização, politização e organização dos estudantes de Pedagogia no estado do Paraná, foi eleita também por unanimidade a nova Secretaria Estadual, composta por cinco companheiras de diferentes cidades do estado.

Encerrando o Encontro, foi realizado um mutirão de limpeza antes de todos os participantes retornarem às suas cidades, entregando o CAP limpo e pronto para receber os estudantes no início da semana.

A ExNEPe saúda todos os participantes do encontro, estudantes, professores e ativistas em defesa da educação pela realização desse vitoriosíssimo 28º EPEPe. Saudamos a Comissão Organizadora e todos aqueles que depositaram seu tempo e energia para que o Encontro ocorresse da melhor maneira. Agradecemos aos palestrantes por se disporem a compartilhar seu conhecimento e disposição de luta conosco e ao Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia – Maringá, por realizar a cobertura fotográfica do Encontro. Deixamos também um agradecimento especial à direção do Colégio de Aplicação Pedagógica pela confiança e carinho com que receberam o nosso pedido para utilizar do CAP como sede.

VIVA O 28º EPEPe!

VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL COMBATIVO E INDEPENDENTE!

ABAIXO A BNC-FP E O “NOVO ENSINO MÉDIO”!

ABAIXO OS CORTES DE VERBAS!

DEFENDER A UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA COM UNHAS E DENTES!

Vídeo de melhores momentos do vitorioso 28 EPEPe na UEM Maringá!

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