[SP] Executiva Paulista marca presença em ato contra os cortes de verbas e em defesa da ciência

Na última quinta-feira, dia 8, representantes da Executiva Estadual de Estudantes de Pedagogia de São Paulo – EEEPe-SP, compuseram um ato contra os cortes de verbas no Ministério da Educação, que atingiu as universidades e institutos federais em cerca de 366 milhões de reais e que também impediu as instituições de realizar pagamentos de bolsas de permanência, pesquisa, monitoria e extensão. A manifestação foi convocada pela ANPG – Associação Nacional de Pós-graduandos e teve como ponto de partida o Museu de Arte de São Paulo (MASP) na Av. Paulista e fez trajeto até a Praça do Ciclista, no final da avenida. Foi estendida uma faixa com a frase “Contra o Corte de Verbas!” e desfraldada a bandeira da ExNEPe.

Durante a concentração do ato, diversas entidades e movimentos fizeram falas e agitações denunciando os cortes de verbas e a precarização das universidades e do trabalho como pesquisador, sendo recorrente a reivindicação do reajuste do valor das bolsas e a necessidade das bolsas de pesquisa serem garantidas por lei, como um salário. Um representante da EEEPe-SP fez uma fala denunciando os ataques e o projeto de destruição das universidades públicas e da produção científica nacional, defendendo que o caminho para derrotar os cortes de verbas não é com tuitaço, mas com luta combativa, como no exemplo do Dia Nacional de Combate à BNC-FP e nas recentes greves de ocupação que fizeram estremecer o país. Foram entoadas palavras-de-ordem como 1, 2, 3, 4, 5 mil…ou param os cortes ou paramos o Brasil!

Pouco antes da passeata se encerrar, a Polícia Militar interviu, intimidando aqueles que ainda se mantinham na avenida para bloquear a passagem dos carros. Como forma de dispersar o protesto, a PM empregou a truculência de costume, agredindo manifestantes e usando spray de pimenta. Uma doutoranda da Universidade Federal de São Paulo, enquanto tentava conversar com os policiais para atenuar a tensão do momento, também foi atingida pelo spray, o que, no entanto, isso não a fez recuar e continuou na linha de frente até o fim, comemorando o êxito do ato.

Nesse mesmo dia, o MEC anunciou o desbloqueio de cerca de 475,5 milhões para IFES. Esse valor, entretanto, é apenas uma pequena parte dos mais de 3 bilhões de reais que foram contingenciados ao longo do ano. O recuo do governo é uma vitória parcial para o movimento em defesa da educação pública e gratuita, ainda será necessário uma grande mobilização nacional para derrotar a rapina privatista. Devemos nos preparar para o dia 12, Dia Nacional de Combate ao Corte de Verbas na Educação, convocado pela ExNEPe, assim como preparar as condições necessárias para o desencadear de uma nova onda de greves de ocupação por todo o país!

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