PR: Estudantes realizam vitoriosas ocupações contra os cortes na educação!

Seguindo a convocatória da ExNEPe e após a realização do vitorioso 28º Encontro Paranaense de Estudantes de Pedagogia, em uma ação coordenada, estudantes da UEM, UFPR e UFFS campus Laranjeiras do Sul, ocuparam suas universidades contra os cortes na educação em defesa do direito de estudar e aprender!

Na Universidade Estadual de Maringá, a ocupação relâmpago durou 2 dias com início no dia 08/12 contando com a participação de centenas de estudantes, dirigida pela atual gestão do Diretório Central dos Estudantes da UEM, Gestão UEM Presente.  A ocupação aconteceu em meio a manifestação durante uma reunião do Conselho de Administração sobre contratação de mais professores e privatização dos HUs, no qual receberam os estudantes de portas fechadas sendo forçados a abrir pela revolta estudantil enquanto entoavam as palavras de ordem: Para barrar a privatização, greve geral de ocupação! e Ô reitoria, deixa eu entrar, se não abrir, eu vou ter que derrubar!. Ao declarar a ocupação, os estudantes distribuíram inúmeros panfletos com os títulos Reitoria Ocupada – Exigimos o pagamento imediato das bolsas! Barrar os cortes na educação com greve de ocupação! Construir uma vigorosa onda de ocupações por todo o Brasil para barrar a privatização da educação pública!

A ocupação contou com um cronograma de diversas atividades políticas e acadêmicas: aulas públicas sobre a mobilização estudantil, sobre a privatização do Hospital Universitário e sobre racismo. Demonstrando seriedade e compromisso com a luta, os estudantes organizaram-se em comissões e definiram as regras da ocupação.  Foi preparado e servido almoço e janta para todos os estudantes, contando também com o apoio e solidariedade de muitos alunos e professores que se dispuseram a contribuir concretamente com a luta estudantil através de doações e de apoio político.

Vale ressaltar que esta ocupação foi resultado de um longo processo de mobilização estudantil, que teve início com as manifestações de setembro e outubro: mais de 100 estudantes percorreram as ruas de Maringá contra a Base Nacional Comum – Formação de Professores (BNC-FP), contra os cortes de verbas feitos pelo MEC e pela contratação de professores. Apenas 4 dias depois das contundentes mobilizações do dia 15/09 – Dia Nacional de Combate à BNC-FP, o Conselho Nacional de Educação recuou e adiou a votação da Resolução 02/2019. Todos os frutos colhidos deste trabalho persistente inflamaram ainda mais os ânimos dos estudantes por seguir o caminho da luta combativa.

A principal conquista desta greve de ocupação foi a aprovação no CAD da proposta elaborada pelo DCE, junto a estudantes e professores, para a contratação de professores conforme a real necessidade dos cursos. Além disso, como condição para a desocupação, a reitoria assinou uma carta de compromisso com 8 importantes pautas levantadas pelo Movimento Estudantil.

Na Universidade Federal do Paraná, a ocupação relâmpago que durou um dia (08/12) ocorreu no prédio histórico da Santos Andrade, segundo andar do bloco da psicologia. A ocupação foi o resultado de uma série de mobilizações feitas pelo CAP, Frente Estudantil contra Ead, e ExPEPe, contra os cortes de verbas na educação, nas bolsas da CAPES e CNPQ, pela abertura dos Restaurantes Universitários no período de dezembro, e por contratação de mais professores para o curso de psicologia.

Após uma vitoriosa manifestação que contou com cerca de 50 estudantes da UFPR, UTFPR, PUC e outras instituições de ensino, os mesmos se dirigiram ao Prédio Histórico da UFPR e ocuparam o segundo andar do bloco de psicologia. Ao entrar no prédio, os estudantes prontamente começaram a montar barricadas e se prepararem para as atividades. Foi feita uma assembleia da ocupação com a participação de cerca de 80 estudantes e professores, em sua maioria do curso de psicologia, mas também de pedagogia, filosofia, biologia, entre outros. Ao aprovarem o estatuto da ocupação, se conformou as comissões de trabalho sendo elas: política, segurança, propaganda, cultural e ornamentação. Foi definido um cronograma de atividades que começava com produção de faixas e cartazes, cine-debate sobre a greve da UNIR de 2011 “Resistimos lutamos com a greve triunfamos”, agitação na manifestação das 18h30 com entrega de panfletos incendiários. Enquanto se fazia falas no carro de som,  foi estendida uma faixa com o dizer “Psicologia ocupada” e acendidos rojões para sinalizar a ação dos estudantes que entoavam a plenos pulmões as seguintes palavras de ordem “É greve de ocupação, nem sucateamento nem privatização!”, “Cresce, cresce, por todo o Brasil, o novo movimento combativo estudantil!” e “Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!”.

A ocupação contou com apoio e solidariedade dos professores, servidores e também dos trabalhadores terceirizados. Como forma de demonstração de apoio, uma professora de direito doou R$200,00 aos estudantes e ofereceu apoio jurídico caso precisassem.

Na Universidade Federal da Fronteira do Sul, campus de Laranjeiras Sul, estudantes independentes ocuparam a universidade em defesa da educação pública e gratuita e contra os cortes, na noite do dia 07/12 com fim no dia 09/12. Diversos estudantes viram a necessidade de mobilização. O recente corte de verba afetou o pagamento de bolsas e auxílios dos estudantes, fazendo com que muitos nem tenham condições de irem ou de se alimentarem na universidade. Tomando tais ataques como combustível, estudantes independentes de diversos cursos decidiram por ocupar a universidade. Foi formado um Comando de Ocupação, estabelecidas regras da Ocupação e um cronograma com atividades de politização e cultura, como rodas de debates, palestras, confecção de cartazes e torneios esportivos. As salas de aula foram todas trancadas, e as atividades da ocupação amplamente divulgadas. A comunidade acadêmica, e externa, está sendo convidada e incentivada a vir para a UFFS. Faixas foram espalhadas por toda universidade exclamavam: Contra os cortes na Educação! Greve de ocupação!

CRESCE POR TODO O BRASIL, O NOVO MOVIMENTO COMBATIVO ESTUDANTIL!

Essa grande mobilização impulsionada e vanguardeada pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) e por organizações independentes e combativas Brasil afora, representa uma nova onda de greves de ocupação onde os estudantes se lançam a lutar contra os ataques privatistas dos diferentes governos de turno e romper cabalmente com qualquer tipo de imobilismo e oportunismo do velho movimento estudantil. No começo do ano o prédio João José Bigarella da UFPR foi ocupado pelos estudantes, em novembro, outras 5 universidades também foram ocupadas (UFSC, USP-RP, IFSP, UFGD e UFRJ), e além da ocupação da UFFS, UEM e UFPR, seguem ocupadas as universidades a UNIPAMPA e a UFPEL. Mais uma vez os estudantes provam o quão eficaz é a tática da greve de ocupação, seja ela relâmpago ou por tempo indeterminado. Historicamente tem sido o único caminho para defender e assegurar nossos direitos e para tomarmos as rédeas da universidade, que pertence aos estudantes, professores e funcionários que nela estudam e trabalham, assim como a todo o povo. 

Em nível nacional, o recuo do MEC sobre o corte de verbas representa uma importante vitória do movimento estudantil combativo sobre a ofensiva privatista que se assanha sobre tudo que é público. Recuaram frente ao perigo da revolta estudantil generalizada em greves de ocupação. Não foi por bondade ou negociatas dentro da cúpula desses sanguessugas de plantão no MEC que a situação mudou, mas sim por consequência da luta organizada e combativa dos estudantes em todo o país.

CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO: GREVE DE OCUPAÇÃO!

AVANTE JUVENTUDE, A LUTA É O QUE MUDA, O RESTO SÓ ILUDE!

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