Vitorioso ato na Unimontes impulsiona o movimento estudantil!

No último dia 08 de dezembro, estudantes de pós-graduação da Unimontes fizeram uma paralisação contra os cortes de bolsas da Capes. Este crime do governo federal, afetou a vida de centenas de bolsistas da universidade, que as utilizam como recurso para pagar as despesas com alimentação, aluguel, conta de luz, água, internet, etc. A revolta foi generalizada e muitos estudantes demonstraram sua insatisfação e preocupação em grupos da universidade e em seus corredores.

Por volta de meio-dia, ocorreu um jogral dentro do Restaurante Universitário convocando os estudantes presentes para uma assembleia extraordinária, marcada para às 18h30 horas; passagens em salas ocorreram no período vespertino, convocando os estudantes a participar. Na assembleia, ficou deliberado que faríamos um ato na segunda-feira (12/12) as 18hrs para denunciar o corte de verbas e impulsionar a luta do movimento estudantil da Unimontes.

No dia 12 de dezembro foram feitas passagens em sala no matutino e vespertino. Uma faixa foi confeccionada com a frase “Defendemos a ciência e a educação”, assinada pela Associação de Pós-Graduandos (APG) da Unimontes e um cartaz com a frase “Barrar os cortes na educação” assinado pela ExNEPe.

O ato ocorreu por volta de 18h00. Seiscentos panfletos foram distribuídos, contando os da APG e os da ExNEPe. O da APG denunciava os cortes de bolsas e o da ExNEPe chamava os estudantes a desencadear uma onda de ocupações por todo o país. O trânsito foi contido e muitos motoristas declararam seu apoio à manifestação. No microfone, eram denunciados os cortes nas universidades e era feito um chamado a todos se mobilizarem na defesa do ensino público e gratuito.

A manifestação ocorrida no dia 12 de novembro se soma à convocatória da ExNEPe para a realização de atos em todo o país. Sua realização na Unimontes é grande vitória do movimento estudantil, já que o imobilismo impulsionado pelos privatistas com a EaD em acordo com a burocracia universitária, prejudicou milhares de estudantes do ponto de vista do ensino e, do ponto de vista político, gerou um clima de paralisia na universidade, naturalizado pelo oportunismo. Que a resposta dada com o ato, sirva a movimentar a universidade contra os cortes e a impulsionar o caminho da greve de ocupação, que é a tática do movimento estudantil combativo e classista contra o fechamento e privatização das universidades.

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